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| Durante o I Seminário da Casa Servo de Deus em Políticas Públicas para adolescentes e jovens vivendo com HIV/AIDS da Região Sudeste, realizado pela da Casa Servo de DEUS estiveram reunidas no SESC de Guarapari, no período de 26 a 28 de Março de 2010, no qual participaram setenta e oito pessoas, da região Sudeste, Bahia e Colômbia.
O objetivo do Seminário foi debater e contribuir para implantar e implementar políticas públicas voltadas à DST/HIV e AIDS para adolescentes e jovens vivendo/convivendo com HIV/AIDS.
Após os três dias de debates que permearam todo o evento, os participantes, sejam de onde e de que idade fossem, identificaram questões centrais, quanto ao pesar, ao conhecer e principalmente ao fazer no âmbito da melhoria da qualidade de vida dos adolescentes/jovens com HIV/AIDS da região Sudeste, querelas estas que seguem abaixo:
• Identificar às necessidades das crianças vivendo e convivendo com HIV/AIDS quanto aos aspectos, sociais, culturais e familiares apoiando as suas decisões; • Promover o vínculo da criança vivendo em instituição com seus familiares; • Conversar com os familiares sobre a doença “para que possamos lutar juntos”; • A revelação do diagnóstico deve ser feita durante a infância; • Reduzir o estigma e o preconceito; • Ampliar o conhecimento acerca das DST/AIDS e ver a verdadeira realidade da vida (a convivência); • Construir espaço com dialogo e conhecimento desde a infância, entre pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS; • Somos iguais com necessidades diferentes; • Você (PVHA) é o único que pode revelar seu diagnóstico para o outro; • Prevenção posithiva; • Trabalhar nas escolas (SPE); • Encaminhar as necessidades dos jovens aos gestores e propor estratégias de construção conjuntas (reuniões); • Proposta de formação de um comitê no Estado de Minas Gerais e Espírito Santo entre movimento organizado e gestores; • É preciso reconhecer PVHA e convivendo, como sujeitos de direitos para traçar as diretrizes e políticas; • Criar espaços de construção das políticas, estimulando o “BRINCAR” de cada criança, que é fundamental; • Promoção da atenção integral das crianças e adolescentes PVHA de forma a trazer/manter um atendimento humanizado, espaços adequados e profissionais capacitados/estimulados a trabalhar com as crianças, seja nos espaços de atendimento médico ou convivência; • Conhecer a realidade local e expandir as experiências exitosas para os demais municípios; • É preciso nas campanhas considerar e visibilizar as PVHA; • É preciso ter políticas para as pessoas além dos remédios (por ex. PREVENÇÃO POSTHIVA); • Promover a adesão ao tratamento, por ex. formando grupo nos SAES; • Que a TARV, em crianças, adolescente e jovens, ao ser ministrada tenha um rígido controle, que esteja de acordo com o comitê específico, e que sejam observados os efeitos colaterais que trazem danos irreversíveis além de dificultarem a adesão ao tratamento e que tenham o acesso garantido; • Contribuir na implantação do Passe Livre para melhoria do tratamento das PVHA; • Conhecer mais as políticas publicas existentes para PVHA voltadas para jovens /adolescentes, e contribuir caso elas não existam; • Reconhecer as necessidades das PVHA portadores/as de necessidades especiais; • Formar o RH (profissionais de saúde) para promover o atendimento qualificado e humanizado, fundamentados na ética e nos direitos humanos; • Inserir na grade curricular dos profissionais de saúde os temas cidadania, humanização e DH; • Empoderamento das crianças, adolescentes e jovens PVHA e convivendo; • A importância de fazer o diagnostico precoce para melhorar a qualidade de vida; • Estar atentos às novas tecnologias para que possam ser aplicadas; • Sejam consideradas, crianças, adolescentes e jovens, nas instâncias deliberativas (conselhos e conferências); • Pesquisas para adequar as dosagens dos TARV para crianças e adolescentes; • Que as casas de apoio possam ter apoio das políticas sociais estimulando a autonomia do morador /a; • Que nos SAE’s possam ter cursos profissionalizantes para os usuários; • Valorizar a participação dos familiares em todos os aspectos envolvendo as crianças e adolescentes. (casa de apoio, familiares, igrejas escola...); • Estimular de fato a intersetorialidade (ação social, cultura, educação e etc.); • Criar materiais, campanhas com linguagem (imagens, sinais, textos) para crianças e adolescentes, em relação à prevenção e assistência; • Comprometimento de todos/as os/as participantes com as propostas encaminhadas em plenária final no I Seminário da Casa Servo de Deus em Políticas Públicas para Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS da Região Sudeste. REPUDIAMOS: • Junto ao Departamento Nacional de HIV, AIDS e Hepatites Virais, o desabastecimento de Abacavir nas unidades de referência; • Junto ao Governo Estadual, Governo Municipal e Instituições de Saúde de Minas gerais, a falta de implantação da Portaria de Lipodistrofia e a incapacidade das Instituições de Saúde de responderem a esta portaria; • Junto às coordenações de DST,AIDS e Hepatites Virais de Minas Gerais e São Paulo, contra a falha na distribuição de leite para crianças de mães soropositivas; • Contra a falta de respeito e dignidade para com a pessoa vivendo da HUCAM, Vitória-ES, que em tratamento do Polimetilmetacrilato teve seu tratamento interrompido em 2008 e até a presente data não foram contactados para o término do tratamento; • Junto ao conselho Municipal de Saúde e SEMSA de Guarapari - ES, contra a falta de Infectologista no CTA (centro de testagem e aconselhamento).
APLAUDIMOS:
• A Coordenação Estadual de Minas Gerais pelo apoio incondicional às crianças, adolescentes e Jovens do Estado de Minas Gerais para que se fizessem presentes ao “Primeiro Seminário da Casa Servo de Deus em Políticas Públicas para adolescentes e jovens vivendo com HIV e aids da Região Sudeste”. • A Casa Servo de Deus pela realização do evento, “Primeiro Seminário da Casa Servo de Deus em Políticas Públicas para adolescentes e jovens vivendo com HIV e aids da Região Sudeste”. Oportunizando crianças, adolescentes, jovens e Movimentos e Redes, a estarem em um mesmo ambiente falando e discutindo sobre suas vidas na horizontalidade.
Perguntando como cheguei e como estou saindo:
• Troca de experiências e ressaltando a dignidade de viver com HIV/AIDS; • Expectativas satisfeitas na cooperação internacional entre sujeitos e grupos, o conhecimento local das realidades em HIV/AIDS ; • Ansiedade para estar e participar do encontro, aprendizado e ensinamento no que se refere à realidade nordestina e do sudeste; • Retificação do sentido do “só sei que nada sei”, mas o saber do Sentir, da valorização do Eu, do respeito para com os afetos e auto-estima; • Agradecimento a receptividade e a troca de experiências no evento por pessoas e entidade proponente; • Escutar, ouvir, aprender da ponta, do jovem, da criança a realidade de cada um; • O incentivo e pedido para que o Seminário tenha novas edições.
Guarapari - ES, 28 Março de 2010. |